FAQ

O QUE A CAMPANHA DEFENDE?

Nós queremos salvar o Ártico. Isso significa criar um santuário global em toda a área desabitada ao redor do Polo Norte, evitando que seja vítima de exploração de petróleo e da pesca predatória.

O QUE É UM SANTUARIO GLOBAL?

O Santuário seria uma forma de proteger o Ártico da exploração de petróleo e da pesca industrial, aplicando rigorosos controles ambientais na área. A região que visamos tornar um santuário fica na parte central do Ártico, região dos mares altos há 200 milhas da costa dos países do Ártico.

COMO POSSO AJUDAR?

A primeira coisa que você deve fazer é assinar nossa petição no site www.salveoartico.org.br. Espalhe a mensagem para seus amigos e familiares e mobilize o maior número de pessoas que conseguir. Estamos dialogando com os países mais poderosos do mundo, o que não é uma tarefa fácil, porém podemos vencer com a mobilização de milhares de pessoas mundo afora.

MAS E OS ESTADOS DO ÁRTICO, SÃO CONTRA A CAMPANHA?

Os Estados do Ártico compartilham uma grande responsabilidade para proteger esse ecossistema. A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar ainda dá atenção especial para os mares semifechados e as águas cobertas de gelo, e pede para que as nações cooperem para garantir que o ambiente seja protegido. Políticos de nações com territórios no Ártico devem acordar para as suas responsabilidades e agir com urgência. Em muitos desses países, os habitantes estão pedindo o compromisso de seus líderes. Uma pesquisa recente mostrou que em todos os países do Ártico a maioria das pessoas quer ver a região livre da perfuração de petróleo e outros tipos de indústria pesada. Com a nossa mobilização, conseguiremos convencer o governo de que precisamos urgentemente tomar medidas em prol da preservação do Ártico e do planeta.

4 MILHÕES DE PESSOAS VIVEM NO ÁRTICO. O SANTUÁRIO VAI ENGLOBAR ESSE TERRITÓRIO?

A campanha não está reivindicando que todo o Ártico se torne um santuário e também não queremos a proibição total da pesca. Em vez disso, estamos exigindo um santuário na área desabitada ao redor do Polo Norte, mais de 200 milhas marítimas da costa dos Estados do Ártico. Na Rússia, já é possível ver um efeito destrutivo da indústria do petróleo no continente. As pessoas de lá tiveram seu modo de vida e seu futuro destruídos por grandes petrolíferas. Isso não pode acontecer no resto do Ártico.

O diretor executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo, disse: "O Ártico está sob ataque e precisa que pessoas ao redor do mundo se mobilizem para proteger a área. A proibição de perfuração offshore de petróleo e da pesca industrial seria uma grande vitória contra as empresas que pretendem explorar o Ártico de qualquer maneira. Um santuário na área desabitada em torno do polo bloquearia os poluidores que pretendem colonizar o topo do mundo, sem que os direitos das comunidades indígenas sejam infringidas."

POR QUE O ÁRTICO PRECISA DE PROTEÇÃO AGORA?

O Ártico é um ambiente único. Além de ser o lar de muitas espécies raras que não são encontradas em nenhum outro lugar na Terra, a região também desempenha um papel importante na regulação do clima global. Mas o Ártico está sob ameaça: em 30 anos perdemos 75% do gelo do Ártico (volume medido no verão). A medida em que o gelo derrete, as empresas se movem para explorar mais petróleo, metais preciosos e peixes. Eles estão ansiosos para utilizar as novas rotas do norte para encurtar as viagens marítimas. Isso pode acarretar em sérios danos ao ecossistema.

POR QUE EU DEVERIA ME PREOCUPAR COM O DEGELO DO ÁRTICO?

O Ártico é importante para todos no planeta, funciona como um frigorífico do mundo, mantendo o planeta “frio”. A queima de combustíveis fósseis acarretam no derretimento do gelo e como todos nós sabemos, não podemos deixar a porta da geladeira aberta. Isso porque o gelo é altamente reflexivo: a maior parte da energia proveniente do sol reflete no gelo e volta para o espaço. O gelo do mar Ártico está agindo como um guarda-sol, mantendo todo o mundo “fresquinho”. Um outro perigo é a liberação de metano. Há depósitos de metano dentro do círculo ártico, selado no local por gelo e por grandes quantidades de vegetação morta, que se decompõem e liberam metano e CO2, aumentando o derretimento. O metano é um gás de efeito estufa muito potente, que tem um impacto sobre o aquecimento de curto prazo muitas vezes maior do que o CO2. A liberação de metano no Ártico tem alarmado a comunidade científica. Com poucos dados históricos, torna-se difícil determinar o quão incomum é isso. É como uma camada de papel filme que cobre uma tigela de sopa. Uma espessa camada de gelo do mar absorve a energia de ondas grandes, impedindo-os de bater em praias e falésias. Mas, com o derretimento do gelo, o oceano começou a se expandir sobre zonas costeiras, inclusive aldeias à beira-mar.

QUANTO PETRÓLEO HÁ SOB O ÁRTICO?

O Serviço Geológico dos Estados Unidos estima que a região detém cerca de 13% das reservas mundiais de petróleo não descobertas, cerca de 90 bilhões de barris. Mas isso não é nada mais do que um palpite, não se sabe ao certo quanto petróleo existe ou se será possível extraí-lo por completo. Porém, 90 bilhões de barris só iriam alimentar o vício de petróleo do mundo por mais três anos, às custas de arriscar um ecossistema inteiro. Precisamos investir em soluções de baixo carbono, de modo que passemos por uma transição de energias sujas para renováveis.

QUAL A PROBABILIDADE DE UM DERRAMAMENTO DE PETRÓLEO NO ÁRTICO?

Operar nas áreas congelantes do Ártico é de extremo risco e um vazamento de óleo pode ser irreversível. A própria indústria petrolífera admite que há muito pouco a fazer em caso de um derramamento no Ártico, ou seja, esse ecossistema único desapareceria junto dos povos tradicionais.

E é graças ao recuo do gelo marinho no Ártico que a exploração de petróleo é facilitada. É loucura acreditar que a Shell vê o desaparecimento do gelo marinho como uma oportunidade de negócio, em vez de uma dura advertência ao mundo.

 

O frio extremo, a ameaça de colisão com icebergs, a baixa visibilidade e as fortes tempestades aumentam significativamente os riscos de um vazamento no Ártico. Alguns icebergs podem ser grandes demais para serem rebocados, o que significa que as próprias plataformas terão de ser movidas e em com pouco tempo de aviso.

Em caso de vazamento de petróleo durante uma perfuração, o ecossistema seria extremamente prejudicado. Se um poço com vazamento não for selado antes do inverno, o óleo pode fluir durante todo o inverno, ficando preso abaixo do gelo, possivelmente vazando por até dois anos.

O Serviço de Gerenciamento de Minerais dos Estados Unidos estima uma chance em cinco para que um grande vazamento ocorra durante a vida útil de atividades petrolíferas em apenas um bloco no Ártico, no Alasca. Tal evento seria desastroso para a vida selvagem na região; as consequências ambientais de um derrame no Ártico seriam muito mais graves do que em mares quentes, como o do Golfo do México.

O QUE ACONTECERIA COM A VIDA SELVAGEM?

Um vazamento de petróleo seria devastador para a vida selvagem, incluindo impactos significativos a longo prazo sobre os ursos polares e morsas, cujas casas estão sendo derretidas. Raposas árticas, corujas, orcas e colônias de reprodução de papagaios também seriam prejudicados. Os mamíferos marinhos, como as focas, podem ser afetados através da cadeia alimentar.

O Alasca sozinho tem mais de 40.000 quilômetros de litoral - mais do que o resto de toda costa americana. Um derramamento de petróleo teria um impacto catastrófico na fauna e na pesca locais. A região é um habitat vital para espécies encontradas em poucos lugares do mundo.